Os temas mais frequentes no ESTER: uma análise dos tópicos cobrados
Postado em: 14/01/2026

Se você está montando sua estratégia para a prova, uma coisa ajuda muito a reduzir ansiedade (e desperdício de energia): mapear os temas ESTER com mais precisão e transformar isso em um plano de estudo que caiba na rotina.
Porque, na prática, o desafio não é “não saber Reumatologia”. O desafio é escolher o que revisar primeiro, o que treinar com mais intensidade e como não perder semanas em conteúdos de baixa incidência, especialmente quando o tempo é curto e o cansaço existe.
Por que olhar para “maior incidência” muda sua preparação
A prova de título cobra raciocínio clínico aplicado: reconhecer padrões, diferenciar diagnósticos parecidos, escolher condutas seguras e interpretar exames com contexto.
Isso significa que assuntos de prova de reumatologia não aparecem como capítulos “isolados”, e sim como cenários.
Quando você organiza o estudo por maior incidência, você ganha três coisas:
- Prioridade real: você começa pelo que sustenta mais questões e casos clínicos.
- Revisão guiada: o que erra vira tarefa (e não frustração).
- Constância: o estudo fica “executável”, mesmo em semanas ruins.
Temas ESTER: o “núcleo duro” da prova
O edital e o formato oficial do exame mudam pouco na lógica do que é essencial para um reumatologista: doenças inflamatórias comuns, conectivopatias, vasculites, imunologia aplicada e decisões terapêuticas seguras.
A própria SBR costuma publicar páginas e comunicados com orientações e editais do ESTER.
Abaixo, um mapa dos tópicos que mais “puxam” questão e como eles costumam aparecer na vida real (e na prova).
| Bloco de tema (alta incidência) | O que costuma ser cobrado | Como estudar com eficiência |
| Artrite reumatoide | Critérios clínicos, atividade de doença, DMARDs, biológicos, segurança | Questões comentadas + revisão por erros + flashcards de condutas |
| Lúpus e conectivopatias | Fenótipos, exames, acometimento sistêmico, gestação, imunossupressão | Treinar casos + diferenciar “mimetizadores” + mapas mentais |
| Vasculites | Padrões clínicos, laboratório/imagem, conduta inicial, urgências | Diagnóstico diferencial + checklists + questões por tema |
| Espondiloartrites | Axial x periférica, imagem, entesite/dactilite, tratamento | Revisão dirigida + algoritmo terapêutico + métricas de desempenho |
| Imunologia aplicada | Mecanismos, alvos terapêuticos, efeitos adversos, vacinação | Flashcards + repetição espaçada + questões de farmacologia clínica |
| Cristalopatias (gota/CPPD) | Diagnóstico, manejo de crise, prevenção, comorbidades | Questões de conduta + pegadinhas comuns + metas semanais |
Artrite reumatoide: onde a prova costuma apertar
A artrite reumatoide aparece porque ela é “clínica pura”: exame físico, padrão inflamatório, acompanhamento longitudinal e escolhas terapêuticas com segurança.
Pontos que costumam render pegadinhas (e por isso merecem treino repetido):
- Reconhecer atividade de doença e impacto funcional.
- Entender escalonamento terapêutico (e quando trocar classe).
- Vigilância de efeitos adversos e prevenção de infecções.
- Conduta em situações especiais (gestação, comorbidades, perioperatório).
Lúpus: não é só decorar exame
Lúpus entra forte porque exige leitura clínica com nuance: paciente “muda de cara” ao longo do tempo. E a prova gosta de:
- Diferenciar manifestações cutâneas, articulares, hematológicas e renais.
- Entender exames com contexto (não como checklist).
- Manejar terapia pensando em risco/benefício, adesão e segurança.
Aqui, o ganho real costuma vir do treino de casos clínicos e de questões comentadas — porque é fácil “saber o conteúdo” e difícil é decidir conduta sob pressão.
Vasculites: padrão primeiro, nome depois
Vasculites aparecem como cenário de urgência (ou quase): febre, perda ponderal, neuropatia, lesão de pele, rim, pulmão… e a prova quer ver se você reconhece o padrão e age com segurança.
Três “marcos” que valem ouro na revisão:
- Padrão de acometimento (vaso, órgão-alvo, gravidade).
- Exames que realmente mudam conduta naquele caso.
- Conduta inicial segura, incluindo quando acelerar investigação.
Espondiloartrites: o diferencial está no detalhe
Espondiloartrites (axial e periférica) são clássicas em prova por um motivo simples: elas exigem clínica bem feita.
Dor inflamatória, entesite, dactilite, manifestações extra-articulares e, muitas vezes, exames que ajudam mais a confirmar do que a “descobrir”.
Boa estratégia aqui:
- Separar axial x periférica com critérios claros.
- Treinar decisões terapêuticas por cenário (atividade, falha, comorbidades).
- Usar revisão por erros para consolidar pegadinhas.
O que mais cai no ESTER: como usar o edital sem ficar refém dele
O edital (inclusive quando você estiver olhando o edital ESTER 2026, que já está disponível) não é só burocracia: ele é um roteiro de recorte do conteúdo.
E a SBR costuma centralizar essas informações em páginas oficiais e comunicados do exame.
Um jeito de usar isso sem travar:
1) Transforme o edital em lista de blocos
Em vez de “capítulos”, agrupe por blocos clínicos (inflamatórias, conectivopatias, vasculites, infecciosas mimetizadoras, osteometabólicas, dor crônica).
2) Faça o estudo em 3 camadas (sem drama)
- Camada 1 (Alta incidência): Artrite reumatoide, lúpus, vasculites, espondiloartrites, imunologia aplicada.
- Camada 2 (Média incidência): Gota/CPPD, osteoartrite, osteoporose/osteometabólicas, Sjögren/esclerose sistêmica.
- Camada 3 (Baixa incidência): Temas raros e detalhes muito específicos (revisão curta, com foco em diferenciais).

3) Treine do jeito que a prova cobra
Leitura constrói base. Mas desempenho vem de treino com questões comentadas, revisão por erros e repetição espaçada.
FAQ – Dúvidas comuns sobre os temas no ESTER
1. Artrite Reumatoide e Lúpus são os temas de maior peso?
Em geral, sim: são temas centrais por frequência na prática clínica e por abrirem portas para muitas “variações” de questão (diagnóstico, seguimento, conduta e segurança terapêutica). Se você estiver em dúvida do que priorizar, esses dois costumam ser um bom ponto de partida.
2. Quais assuntos de imunologia são mais importantes?
O que costuma cair com mais relevância é a imunologia aplicada: mecanismos que explicam apresentações clínicas e, principalmente, implicações terapêuticas (alvos, efeitos adversos, risco infeccioso, vacinação e precauções). Em prova, imunologia “pura” vale menos do que imunologia que muda conduta.
3. Como focar nos temas de maior incidência?
Organize em blocos, defina metas semanais e use treino por desempenho: errou, vira tarefa. A revisão por erros é o atalho mais honesto para subir consistência sem aumentar a carga de estudo indefinidamente.
Fechar o foco: transforme os temas ESTER em rotina
A melhor preparação não é a que promete “dar conta de tudo”, e sim a que te coloca em movimento com consistência.
Quando você trata os temas ESTER como blocos de decisão clínica, e treina com questões comentadas, revisão por erros e métricas, o estudo para a prova começa a parecer menos “montanha” e mais rotina.
Se a sua meta é estudar com direção, acesse o banco de questões, acompanhe suas métricas e transforme cada erro em um passo claro da revisão.